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19/07/2012

Luto pela morte de Aquino

julho 19, 2012
Ontem, um publicitário foi morto aqui perto de casa. Você pode ter acesso à cobertura completa neste link: 


Uma vez mais, observamos a truculência e o exagero de uma Polícia que em tese, está aqui para nos proteger. Desta vez aconteceu com um parceiro de profissão nosso; nada mais adequado para fazer-nos sentir em seu lugar. Diz a reportagem que o publicitário tentou fugir da abordagem da PM, em cujo carro foi encontrado 50g de Maconha. 

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Tentemos imaginar a situação que a reportagem insinua.Vamos supor que este cidadão fosse usuário de maconha e talvez por isto (mas na verdade nem importa) é que ele estivesse fugindo. Por certo fugia porque se pego, seria criado um constrangimento desproporcional (ou pior, como levar uma surra) para a posse de uma quantidade, definitivamente baixa de droga; ele seria pego em flagrante, talvez levado à delegacia como traficante, uma vez que a atual lei não é clara no ponto que diferencia um traficante de usuário, deixando ao encargo de Policiais, inclusive os de baixa estirpe, verificar quem é quem. Como resultado, o nosso amigo publicitário poderia passar meses na prisão até que um Juíz revisasse o seu caso, como muito bem mostra este pequeno filme encenado pela Luana Piovanni:


Campanha " É preciso mudar " em vigor.

Talvez, por conta de estar à margem de um sistema de lei arcaico (o código pena é de 7 de Dezembro de 1940), com mais furos que um queijo Suíço e uma estrutura de suporte praticamente em ruínas, este nosso amigo tenha tentado fugir (caso este tenha sido mesmo o motivo, que ainda permanece obscuro); sabemos nós, que fosse ele dono de uma agência, ou ocupasse um cargo em uma, meses na prisão arruinariam sua carreira e o deixariam marcado; por isso talvez, tenha decidido arriscar tudo, e tenha perdido tudo afinal. É justo isso? Quantas pessoas você conhece que poderiam estar na mesma situação? 
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Ao ser interrogado, um dos policiais disse que atirou porque "viu um objeto preto em sua mão, que parecia ser uma arma"; era um celular ... É certo, que muito pouco podemos fazer para lutar contra esta guerra covarde; tão covarde é esta guerra, que não permite sequer que as vítimas tenham como se defender, pois afinal das contas, se portar um celular é desculpa para levar dois tiros na cabeça, meus amigos, qualquer um que estiver lendo este artigo agora poderá levar tiros também, contanto que tenha a posse de um celular; ou seja, atira-se em quem quiser e ponto! 

Indignado, estou em luto por ele. E proponho ainda aos amigos publicitários, que assinem a campanha " É preciso Mudar "


Ainda que sirva, apenas para evitar casos como este, já vale. Como publicitários, temos o dom de comunicar e passar informações a muitas pessoas; façamos uso deste poder, para que possamos proteger a nós mesmos. Caso queira participar, ajude a divulgar esta campanha que é mais que necessária para seus amigos, em suas redes sociais; talvez um dia salve a vida de alguém que você ama! (ou a sua mesmo) No site da campanha você encontra informações mais detalhadas:


Cinco razões para participar
1.
A Lei 11.343/2006, que normatiza a política de drogas no Brasil não faz distinção clara e objetiva entre usuário e traficante.
2.
Desde que a legislação entrou em vigor, dobrou o número de presos por crimes relacionados às drogas no Brasil. Essa falta de clareza está levando à prisão milhares de usuários que não são traficantes.
3.
A maioria desses presos nunca cometeu outros delitos, não tem relação com o crime organizado e portava pequenas quantidades da droga no ato da detenção.
4.
Mesmo sendo usuárias, essas pessoas permanecem presas enquanto durar o julgamento. A legislação não permite que respondam em liberdade a um processo em que a acusação seja tráfico de drogas.
5.
A nova proposta de projeto de lei, além de estabelecer critérios objetivos de diferenciação entre traficante e usuário, apoia instituições de cuidado para que os que sofrem com o abuso de drogas tenham a quem recorrer livres do medo da prisão.


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